O custo invisível da desorganização: energia desperdiçada nas organizações
Marco Ornellas
25 de May de 2026
Crédito: Imagem: gettyimagespro | Via Canva
Existe um custo nas organizações que raramente aparece nos relatórios, não está nas planilhas nem nos indicadores financeiros, mas tem impacto direto nos resultados: o custo da energia desperdiçada.
Tempo gasto em alinhamentos desnecessários, esforço para corrigir erros evitáveis e retrabalho gerado por decisões mal tomadas consomem um recurso escasso: a energia das pessoas.
Em sistemas desorganizados, trabalhar exige mais esforço do que deveria. Não pela falta de capacidade das equipes, mas porque o próprio sistema exige compensação constante.
Um exemplo comum aparece quando os processos não estão claros. Cada área interpreta de um jeito e, por isso, cada decisão vira um novo alinhamento. Assim, o que poderia ser simples se torna complexo.
Segundo a McKinsey & Company, 61% dos executivos afirmam que pelo menos metade do tempo dedicado à tomada de decisões é ineficaz. O dado ajuda a dimensionar um problema conhecido por muitas organizações: a energia perdida em reuniões, indefinições e processos pouco claros.
Mas o impacto vai além do tempo. Ele aparece no desgaste, na frustração e na perda de sentido. Trabalhar muito sem enxergar resultado claro é uma das formas mais rápidas de esgotamento.
Quando a desorganização se torna um problema humano
A desorganização não é apenas um problema operacional. É também um problema humano. Enquanto não for tratada como tal, continuará drenando energia de forma silenciosa. Talvez a pergunta não seja apenas onde a organização está perdendo eficiência, mas onde está desperdiçando energia humana.
É ali que o sistema revela suas fragilidades. Quanto da energia das pessoas na sua organização é direcionada ao que realmente importa? Onde há mais desperdício: no tempo, no esforço ou no talento?
Para aprofundar a reflexão, o livro A Única Coisa: a verdade surpreendentemente simples por trás de resultados extraordinários, de Gary Keller e Jay Papasan, traz uma visão prática sobre foco e priorização, mostrando como a dispersão e o excesso de demandas comprometem resultados e drenam a energia das pessoas.