(PraCegoVer: Três robôs sentados ao lado de um homem de terno com notebook no colo. Ele olha para cima com expressão preocupada. A imagem representa o impacto da inteligência artificial no trabalho humano.)
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Quem já desceu uma montanha de bicicleta sabe: a velocidade vem fácil. Na governança de IA, o perigo está na curva que você não conhece. Se não leu o terreno antes, a próxima curva em alta velocidade pode ser o acidente. E, na descida, não dá para frear a tempo.
O conselho de administração da sua empresa está vivendo isso agora com a inteligência artificial. A velocidade veio. A curva também. O que falta é o conhecimento do terreno.
Um painel da McKinsey em parceria com a National Association of Corporate Directors (NACD) reuniu diversos Chief Information Security Officers (CISOs) e conselheiros de empresas como United Airlines, Logitech e Proofpoint. O diagnóstico: IA não é mais assunto de TI. Tornou-se um risco empresarial central. Mas a maioria dos conselhos ainda trata como se fosse um upgrade de sistema.
Os números são claros. Menos de 25% dos conselhos acompanham métricas de cibersegurança ligadas ao impacto no negócio. Ou seja, três em quatro boards (conselhos) não sabem medir o que estão protegendo. No caso da IA, isso se agrava: o risco muda diariamente, e o modelo de governança trimestral não acompanha.
Guy Gecht, chairman da Logitech, foi direto: “A velocidade e a magnitude das mudanças estão separando os vencedores dos perdedores em IA.” Manjula Talreja, conselheira de quatro boards de tecnologia, alertou que a disrupção de IA está se movendo mais rápido que a internet e o e-commerce. Deneen DeFiore, CISO da United Airlines, resumiu: “IA responsável exige agilidade para inovar e disciplina para gerir risco a cada passo.”
O momento é esse. Quem leu o terreno antes da descida sabe onde frear e onde acelerar. Quem não leu vai descobrir na primeira curva.
Notas
McKinsey & Company. “The board’s role in managing emerging AI risks.” Painel em parceria com a National Association of Corporate Directors (NACD), maio de 2026. Participantes: Deneen DeFiore (CISO, United Airlines), Guy Gecht (chairman, Logitech), Manjula Talreja (conselheira independente, Verint/Imprivata/Ping Identity/Proofpoint). Moderação: Rich Isenberg (partner, McKinsey).
Dado de menos de 25% dos boards com métricas de cibersegurança ligadas a impacto no negócio: extraído do sumário executivo do painel. Fonte original: McKinsey Technology, maio de 2026.
A comparação com a velocidade da internet e do e-commerce é de Manjula Talreja: “This disruption is moving faster than both the internet and e-commerce phases.” Painel McKinsey-NACD, 2026.
A citação de Rich Isenberg sobre métricas de produtividade é ilustrativa do gap de mensuração: “I’m seeing AI costs everywhere, except for my bottom line. Nobody is getting money back.” Painel McKinsey-NACD, 2026.